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quarta-feira, 19 de junho de 2013

O ILUSIONISTA *


Chegou na cidade
Um homem de fama
Que tudo fazia
Que tudo iludia...
O povo correu para
ver o tal mágico,
suas artes de encanto,
de força e magia...
A noite,  em luzes,
o palco se abria...
e de tudo que encanta
o homem fazia.
Brotavam no ar
roseiras com flores...
miragens de cores com
sons de alaúde
e o povo aplaudia,
com gosto e energia.
Na noite seguinte
promete o mágico,
vai ter algo novo
que nunca se vira...
No dia seguinte,
como foi prometido
diante do povo
o artista prepara
a tal da magia.
Alguém da plateia
foi seu coadjuvante.
Assentou-se no palco
entregou-se ao ato...
O mágico, então, de imediato,
o pôs a dormir...
A hipnose era um fato
e ninguém conhecia.
Foi aí, que então,
começou a função
O mágico ordenava e
o homem fazia...
Fosse o que fosse
o homem nem ria,
o mágico exultava
e o povo aplaudia.
E a história cresceu,
tomou um tal rumo
que as coisas  perderam
o ser da razão...
E o pobre do homem
virou uma "coisa"
na mão do tal mágico
Fez coisas abjetas
que ao povo aturdia...
O descalabro era tanto
que já nem sabia
aquele que tinha
o respeito do povo
e irmanado com todos
há muito vivia.
Finda a sessão...o povo saiu
cabisbaixo e condoído
da sorte daquele que
de tantos abusos
sequer suspeitava.
No último dia,
do mágico no circo...
a sessão prometia.
Ao senhor da cidade
as pessoas contaram
o que o artista fizera
com sua autonomia....
Quase ao fim do espetáculo
de encanto e magia,
o mágico anuncia
fazer com seu  "par"
uma nova experiência,
colocar na hipnose 
a pessoa em questão
no limite  de alguém
em sua própria  consciência.
O mesmo senhor,
do dia anterior,
apresenta-se ao mágico
para sua valia.
Imediato dormiu,
imediato fez tudo
que seu mestre pedia...
O mágico exultava
O povo olhava
O cerco fechava
A exigência aumentava
a ponto de...
Então ocorreu
o que ninguém esperava,
o bravo senhor que ainda dormia,
sacou de seu bolso,
uma arma de fogo
e atirou no seu mestre
a quem antes servia...

Guaraciaba Perides (2013)


*  O texto foi feito como lembrança de
um  livro que li há muitos anos .
Apenas ficou marcado não a sequência
dos fatos mas apenas a moral da história.

Só nos cabe refletir em silêncio...



















quarta-feira, 12 de junho de 2013

OUÇA UM CANTO (letra para uma modinha)

Ouça um canto
Feche teus olhos
E na alma sinta
com emoção
soar o canto
dentro de ti...
E nas palavras
assim sentidas
Pense em mim...
Pois que nos cantos
ficou o encanto
do quanto houve
de amor por ti...
Por isso digo
Fica comigo
Assim por dentro
como um quebranto.
Que o som do canto
trouxe em relevo
todo o desvelo
que eu dei a ti...
Leva contigo
no som do canto
a minha alma e
o sentimento
vindo de dentro
e por um momento
Pense em mim...

Guaraciaba Perides (2013)
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DANCE ME  TO THE END OF THE LOVE




Este vídeo é uma representação da música de Leonard Cohen "Dance me to the end of the love"
Postei-o bela beleza da música e da dança, mas  esta música foi  sujeita a várias interpretações, inclusive com relação  ao holocausto. Existem outros vídeos que interpretam   a música como
sendo relacionada a um amor eterno.

 
 
 
Para todos os enamorados!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

SERENIDADE

Na busca da praia primordial
Pisei na areia com meus pés
de nuvens
Banhei-me nas águas noturnas
no mar liquefeito em prata...
Sequei-me ao vento
dentro da noite escura.
Vislumbrei a luz da chama
que aqueceu meu corpo
e iluminou-me a alma.
Não era ainda o infinito,
mas trouxe a calma
no brilho das estrelas...
......................................
Éramos muitos
Iguais nas vestes
e nos semblantes,
olhares longos,
sorrisos brandos...
Fez-se a roda...
Aviva a chama
que arde forte
ao som do canto...
Cruzam-se os braços
Serenos rostos.
ecoam mantras
de amor e paz...
...................................
Busca-se a Paz
E a Paz se faz...


Guaraciaba   Perides (2006)

paz profunda!




 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

PONTOS DE LUZ (letra para canção)


São grãos de areia
São pontos de luz
São luzes de afeto
Espelhos de paz
Cristais da memória
Insondável de Deus...
São praias distantes
No tempo esquecidas
São chamas de amor
de um sonho perdido.
São luzes, são cores,
são sonhos e amores,
são nuvens que passam,
são raios de sol
brilhando nas águas...
Refletem na areia e
repetem na praia
contornos de luz.


Guaraciaba Perides (2001)



segunda-feira, 20 de maio de 2013

História da Música Brasileira--Vida e obra de Ernesto Nazareth


Este vídeo apresentado em comemoração  aos 150 anos da vida e obra de Ernesto  Nazareth
 
foi produzido pelo SESCTV e é imperdível para quem gosta de música popular brasileira ou quer conhecer melhor a obra magnífica de um compositor que nos enche de orgulho.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tangendo Sonhos

Sem bússola
ou bola de cristal
Sem visões metafísicas
ou parábolas abstratas
sem mapas astrológicos
ou rotas definitivas
vistas de satélites,
além da esfera azul que me define
como um ser palpável e material
em circunstância material
Sigo o meu caminho...
Sigo o meu caminho, dia a dia,
vendo o que se segue e ao meu lado.
Vou tangendo sonhos,
explicitando liras,
no cotidiano que procuro mágico
e faço dele, página por página,
a minha história.
E já  são tantas...
Mas quero mais...
Cruzando os ares
nas asas do meu pensamento
vou seguindo o rumo
sem perguntar mais nada,
sorvendo com delícia o existir
e o tempo de viver
"o aqui e o agora"

Com Almir  Sater a música "Tocando em  frente"


Guaraciaba Perides    (2011)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O CASARÂO DA AVENIDA

Como um velho que viveu em tempo antigo
outras mocidades mais alegres,
corroídas paredes percorrem a finitude
em outros momentos tão diversos...
Passando à sua frente eu me emociono e
é como me lembrasse como era,
dos tempos de festins iluminados,
balcões abertos à luz dos lampiões
e das noites de verão enluaradas...
Chego a perceber o vento sobre as copas,
chego a sentir o cheiro dos jardins,
escuto o alarido dos risos tão alegres
e a música de fundo que vibrava
os sons de vida vivida e já passada
dos muitos sonhos que adormecem
eternamente...
Eu passo na calçada em frente do portão
que enferrujado e triste
procura manter dignidade.
Cápsula de outro tempo, de outra história.
faz reviver num átimo o passado
e me enche de saudade difusa de um talvez,
de um sentimento oculto na memória...
E o  Casarão como um velho ressequido,
como um templo em ruínas esquecido,
jáz na  Avenida moderna e suntuosa,
marcando  no espaço a sua geografia
daquilo que já era,
dentro de um presente que por ora,
faz da sua presença.
a sua história.


Guaraciaba Perides  (2009)

Para complementar  o texto   " Valsa Brasileira" de Edu Lobo e Chico Buarque