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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

PASSAGEIROS DO AMANHÃ

Como serão os passageiros do amanhã?
Quais serão os seus anseios
e dos  seus sonhos que farão?
No amanhã de tantos sóis e luas,
haverá ainda como amá-los
em seus arrebóis e luas cheias?
Como serão seus pensamentos
sobre a vida e a morte,
e do amor e do destino,
quais serão?
Como olharão o passado de  nós todos...
e quais serão nossas imagens no futuro...
Como pensarão de nós e nossos sonhos
e o que será para sempre vaidade e ilusão?
O que haverá na Terra abençoada
sobrevivendo e lutando pela vida,
peixes, aves, animais e flores...
Existirão ainda novas  primaveras?

Passageiros do Amanhã - que nos perdoem...
e a a Luz que ainda brilhe possa  retribuir à sombra
e a Paz possa dizer à guerra "vá-se embora"
o Amor Maior deserde para sempre  a arrogância mórbida.
e possam viajar em Graça e Luz,
os  sonhos verdadeiros de uma vida plena...
Desarmem-se as bombas do ódio inconsequente,
as formas de convívio não se prendam aos preconceitos,
o deus dinheiro cesse sua fome imunda,
que sempre mais e mais devora,
homens e tribos, idéias e suas crenças...
Ou será que como os sábios de Atlântida já sabiam,
que  a vida é uma lenda na roda do destino,
sucedam-se os fortes que farão
de uma derrota motivos da vitória...
E será que se a vida é um sonho
como  também diziam os Profetas:Será
que  apenas tudo passe,
e o resto seja apenas Vaidade e Ilusão?


Guaraciaba   Perides




Música e letra de Tom Paxton   nos anos 70   acirraram-se  as preocupações  com o destino do planeta e a conservação do meio ambiente. 
tradução livre sugerida Guaraciaba Perides:

De quem era  esse jardim?
deve ter sido adorável
Ele possuía flores?
Eu tenho visto figuras de flores
e adoraria ter sentido seus perfumes
De quem era esse rio?
você diz que ele corria livre
Era azul a  sua cor?
tenho visto o azul em algumas imagens
e adoraria ter estado lá...

Estribilho: Oh, conta-me de novo
eu preciso saber
a floresta tinha árvores,
as campinas eram verdes,
os oceanos eram azuis
e os pássaros  voavam,
você pode jurar que  era verdade?

de quem era esse céu cinzento? 
ou ele foi azul alguma vez?
As noites tinham brisas?
Eu escutei lembranças de brisas
conte-me se ,você sentiu a brisa alguma vez?


Espero sinceramente que a Humanidade sinta dentro de si, a verdade de que somos  todos Um nesse planeta e a salvação de todos é imprescindível para  nossa sobrevivência.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

UM ,DOIS, TRÊS... pense outra vez...

Um, Dois, Três...
Pense outra  vez..
E quem sabe um dia
na fantasia,
revele o dia em quem foi criança e
que se sabia
princesa ser...
E foi cigana, e foi escrava
de uma lembrança
e portadora
como se  um Anjo, de grande força,
trouxesse sonhos em coisas belas
para se ver.
Na ilusão daquele palco e no teatro
da existência,
ninguém sabia do que havia
assim guardado dentro do peito:
A linda história que a avó contava
de um mistério tão bem guardado
em um baú, mas que fechado,
necessitava de uma chave
que se encontrava dentro de um ovo
e esse ovo dentro da  pomba...de uma pomba
que precisava se encontrar...
Achando a pomba,
Achando o ovo,
achando a chave,
 e com a qual  abre o baú...
E dentro dele ,  a maravilha
do seu viver...

Guaraciaba Perides

colaboração: Isabel Perides

Vídeo: Grupo Contadores de História

A arte imita a vida no maravilhoso trabalho das marionetes...

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

UMA CENA INUSITADA

Numa dessas manhãs de claro sol
acordei com um alarido estranho
que há muito tempo não ouvia...
Parecia uma conversa onde os sons
se misturavam sem sentido...
Tentei entender o que  diziam
mas não combinavam sons e fala.
Abri a janela e duas aves verdes
sobrevoavam os telhados...
Eram duas maricatas!
Soltas do bando discutiam em
altos brados sabe-se lá o quê...
Uma delas voou para a ponta
de um telhado vizinho...
E de lá grasnava, gritava com ardor...
Seria briga ou seria  amor?
Depois de algum tempo e algumas respostas
em voo rasante chegou a companheira,
pousou do  lado oposto do telhado...
e a conversa continuava em altos sons,
depois silábicos  e amenos, quase doces.
Um tempo em silêncio, mas ainda separadas...
Por algum tipo  de acordo ou solução renderam-se
e juntas levantaram voo livre  em alguma direção...
Fiquei com a sensação de ter assistido
a uma cena inusitada...
Seria briga de casal discutindo a relação?

Guaraciaba Perides




em uma cidade como São Paulo  com mais de doze milhões da habitantes ouvir Maritacas no telhado nos dá   um sopro de esperança na sobrevivência  da vida no planeta,