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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Daquilo que foi vida.*.. .(Senhorinha)

Um vestido de renda
Um par de brincos
Um retrato em tom sépia
Um par de luvas brancas.
Um jornal antigo,
Um leque avariado,
um espartilho.
Um prato de louça
lavrado em sua beira de ouro,
um copo de prata.
Uma mecha de cabelo
da raínha em bebê,
um vestido de noiva,
um rosário de contas,
um breviário de couro.
Um lenço bordado,
um colar de pérolas
e uma boneca de papel machê.
Para contar a história
um relógio de cordas
que badalam horas...
"Parece que foi ontem"
as tardes modorrentas
que à luz do tempo
corriam céleres para um outro tempo
onde iriam expor
em seus cristais brilhantes,
restos de um passado
em pedaços escassos,
daquilo que foi vida...
No testemunho mudo
de um santo barroco,
daquilo que foi muito e
de que restou tão pouco.

Guaraciaba Perides (2012)

*Quando eu era criança, meus pais me levavam com frequência ao museu do Ipiranga,aqui em São Paulo.Eu gostava muito da sala onde eram apresentados objetos do cotidiano da família imperial:quadros, louças, cristais, roupas ,objetos variados e inclusive mechas de cabelos dos
príncipea e princesas.Mesmo criança era algo que parecia belo mas melancólico pois imaginava o
que havia ali de vida passada.
Para completar coloquei um vídeo com a música chamada "Senhorinha" que me pareceu apropriada
à época citada.

15 comentários:

  1. Olá... Eu chegando de fininho e invadindo seu cantinho...

    To passando para divulgar um sorteio lá no meu blog, se você curti unhas decoradas, passa lá

    http://cutetapemeasure.blogspot.com.br/2013/01/sorteio.html#more

    Beijinhos Cute;*

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  2. Lindo o poema...as lembranças de menina sobre um tempo deslumbrante (do império.... reis, rainhas, nobreza...) e a música ótima... um violão muito bem tocado!
    Obrigado pela amizade.... e é uma delícia vir aqui e ler teus escritos....

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  3. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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    1. Obrigada pelo lindo comentário...eu oremovi apenas porque estava idêntico ao anterior...deve ter sido editado duas vezes.
      Um abraço

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  4. Que bonito, este teu passeio na saudade da sua infância. "Um relógio de cordas para contar a história.".
    A sua poesia mesmo buscando o passado é extremamente contemporânea, pois estamos assim, nos dias de hoje, em busca de memórias, quem sabe com sede da felicidade simples e, que só agora entendemos, esta felicidade natural, e despretensiosa, quando se vivia por viver, simplesmente, e as coisas aconteciam ao seu tempo, sem fobias, sem ansiedades doentias.
    A musica, como é sempre, foi muito bem escolhida para fechar saudades.
    Um abraço
    bjs.

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  5. A narrativa, encantadora, por si só já estava completa. Mas a canção,claro,deu um toque de "sarau". A época em pauta, me traz doces lembranças por fazer renascerem histórias, contadas e lidas, nos romances de Machado, de Alencar e de tantos outros...Não é à toa que eu escrevo Da Cadeirinha de Arruar(imaginária)...

    Um terno abraço,Guaraciaba,
    da Lúcia

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  6. A narrativa, encantadora, por si só já estava completa. Mas a canção,claro,deu um toque de "sarau". A época em pauta, me traz doces lembranças por fazer renascerem histórias, contadas e lidas, nos romances de Machado, de Alencar e de tantos outros...Não é à toa que eu escrevo Da Cadeirinha de Arruar(imaginária)...

    Um terno abraço,Guaraciaba,
    da Lúcia

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  7. Lindo texto e a música totalmente apropriada pra esse post. Abraços.Sandra

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  8. Nostalgia.
    Também gosto dela...
    Obrigada por me fazeres lembrar dela.

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  9. Oi amiga Guaraciaba!obrigado por seu comentário deixado durante nossas férias, já voltamos, mas estamos com aquela preguiça natural após um longo período inativos, rsrs...estamos organizando algumas coisas e ainda em fevereiro voltaremos a postar nos blogs. Ficamos felizes com sua presença e carinho!
    Abraços
    Bíndi e Ghost

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  10. Passando para te desejar uma ótima quarta. Abraços.Sandra

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  11. OI GUARACIABA!
    TEU TEXTO ESTÁ LINDO, ATÉ PORQUE, AO LER TEU RELATO QUIS TE DIZER QUE TENHO TAMBÉM ESTA ATRAÇÃO POR COISAS DO PASSADO E ME PEGO, TAMBÉM PENSANDO, QUEM USOU, O QUE ESTARIA FAZENDO QUANDO ESTAVA COM TAL OBJETO E ASSIM POR DIANTE. NÃO SEI A QUE ATRIBUIR ESTA FORMA DE PENSAR MAS, FIQUEI CONTENTE EM SABER QUE TAMBÉM ÉS ASSIM E COMO TU, TAMBÉM TRAGO ISTO DESDE A INFÂNCIA.
    GOSTO DE LER LIVROS DE ÉPOCA E OBSERVAR NOS PRÉDIOS "TOMBADOS", COISAS QUE ME ARREMETAM AO PASSADO.
    ABRÇS AMIGA
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/ClickAQUI

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    Respostas
    1. Oi Zilani,obrigada pelo comentário...penso que deva ser sensibilidade pela energia humana que se prende aos objetos ou empatia com os sentimentos gerados pelo uso ou ainda o que se costuma chamar de angústia existencial)...ou qualquer outra coisa(rs) Mas que é muito bom. Um grande abraço

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  12. Obrigada pelos comentários e pela delicadeza do brilho que emprestaram à postagem.
    Um abraço a todos.

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  13. Boa noite,cheguei devagarinho para o Baile de Máscaras,mas não reistir,fui mais além e mais e mais.. aqui é tudo tão lindo...saudoso,me perdi e fui ficando,
    difícel me despedir...
    Parabens...voltarei breve..
    Abraços carinhosos
    vera portella

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